quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

À Família da Dança

Hoje vou falar um pouco sobre o que tem me deixado mais feliz: a dança. É isso mesmo, a dança. Eu que não sabia dançar agora estou até escrevendo sobre a dança. Não sabia dançar não, eu era uma alavanca. Quanta evolução.
Antes de começar a dançar eu era outra pessoa. Andava sério, pra baixo, achava tudo sem graça, queria mesmo era terminar minha faculdade e sumir deste lugar. Estava cansado da rotina, da falta de ação. Pra mim todos os dias eram nublados.
Eis que assim foi, cinzento, até junho de 2008. Foi então que minha amiga Renata me perguntou: "Você não quer fazer aula de dança?" Sem dúvida esse dia mudou minha vida. Nesse dia conheci outras duas pessoas incríveis: o PC e a Edna. Essas pessoas me deram uma bolsa em sua escola de dança. Vejam bem, eu que era uma alavanca, agora era bolsista de uma escola de dança. Nossa será que vou dar conta? Hoje estou na cia de dança. Como me sinto honrado e privilegiado por isso.
Por falar em cia de dança, devo a ela os melhores momentos que tenho vivido. Impossível esquecer do clima descontraído das aulas, da alegria dos bailinhos, das amizades conquistadas. Amizades apenas não. É mais que isso. É uma família. Se passei em um mestrado, se decidi ficar em São João, foi com certeza, motivado pela família da dança, por todas as pessoas incríveis que lá conheci.
Outro dia estava olhando meu orkut e observei que a sorte do dia era: "a dança é a linguagem oculta da alma". Vejam só que frase. Pra mim tem todo sentido. Depois que conheci essas pessoas especiais pareço ter uma nova alma. Uma alma alegre, que muitas vezes parece não caber em mim. Uma alma que já não é oculta. Eu que não sabia o que era dois pra lá dois pra cá participei de um espetáculo de dança, quanta evolução, quanta gratidão pela confiança em mim depositada. Como é bom acordar de manhã sabendo que vou encontrar amigos que me receberão com um abraço e um sorriso.
Eu que não sabia dançar agora sou um viciado. Não consigo passar uma semana sem praticar, sem encontrar a família. Parece me faltar um pedaço.
Inesquecíveis os finais de semana onde de repente alguém inventa de reunir a turma pra dançar. Qualquer lugar serve. Uma varanda, uma sala vazia, o meio da rua. Pouco importa o lugar, o que importa são as pessoas que lá estarão. Sempre dispostas a mais um passo.
Não há como citar todos aqui. Não me perdoaria se esquecesse de falar de alguém. Então, digo a todos vocês: obrigado! Obrigado pelo companheirismo, pela atenção, dedicação, confiança. Obrigado pela amizade, pelas festas, pelos almoços e churrascos, pela panfletagem no sinal, enfim obrigado por me receberem nessa família.

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